Em Português, Francês e Inglês.
Trabalhos realizados pelos alunos do 7º A, Leonor Ribas, Lucas Reis, Margarida Cardoso e Rita Oliveira
Em Português, Francês e Inglês.
A propósito do “Dia Mundial da Luta contra a SIDA”, nós, os alunos do 7.ºA, entrevistámos a professora de Ciências Naturais, Maria do Céu Martins, para aprofundarmos os nossos conhecimentos sobre a SIDA e, particularmente, para assinalarmos esta data de uma forma diferente.
A
entrevista decorreu no dia 19 do corrente mês de novembro, num ambiente
descontraído, na Escola Básica Grão Vasco.
Diogo – Olá, professora!
Muito obrigada por ter aceitado o nosso convite.
Prof. Maria
do Céu – Obrigada
eu, por me proporcionarem a oportunidade de falar sobre um assunto tão
importante.
Rita – Professora, o
que é o HIV?
Professora Mª do Céu – O HIV
ou VIH é o vírus que causa a doença da SIDA e significa Vírus da Imunodeficiência
Humana. Este vírus ataca o sistema imunitário humano, fragilizando-o, causando
a doença da SIDA.
Diogo – Qual é a
diferença entre estar infetado por HIV ou ter SIDA?
Professora – A partir do
momento em que alguém contrai o vírus, passa a ser seropositivo e, se começar a
ter sintomas, passa a ser doente de SIDA.
Rita – Como se
transmite a doença?
Professora – O vírus pode
entrar no nosso organismo por três vias: pela via sanguínea, através de objetos
cortantes, como seringas, lâminas ou até escovas, pela via sexual (sem o uso de
preservativo), e pela via mãe-filho ou via direta, durante a gravidez, durante
a amamentação ou durante o parto.
Diogo – Quais são os sintomas
da SIDA?
Professora – Numa fase
inicial, os sintomas podem ser confundidos com os da gripe, tais como: febre, tosse, tremores, mal-estar
geral, entre outros.
Rita – No dia 1 de
dezembro comemora-se o “Dia Mundial da Luta Contra a SIDA”. Por que razão é tão
importante assinalar-se esta efeméride?
Professora – É importante para
alertar as pessoas, pois a SIDA não desapareceu e pode ser evitada, se as
pessoas tiverem os devidos cuidados. É fundamental dar-se destaque ao assunto,
para prevenir os chamados comportamentos de risco e a consequente exposição ao vírus.
Diogo – Que atividades
vão ser desenvolvidas nesse âmbito, na nossa Escola?
Professora – De certeza que
vamos falar muito sobre SIDA, nesse dia! Todos os anos desenvolvemos atividades
diversas e este ano não vai ser exceção. As atividades passam por debates e
reflexões, nas turmas, e visualização de vídeos. Mas o programa ainda não está
fechado!
Rita – Vamos, agora,
falar um pouco sobre os primórdios da SIDA. Quando a SIDA surgiu, em Portugal, quem
se destacou na luta contra a doença?
Professora – Quando falamos
de SIDA em Portugal, temos de referir a ação da Dra. Odette Ferreira,
farmacêutica, professora universitária e investigadora. Durante muitos anos foi
o “rosto” da luta contra a SIDA, em Portugal.
Diogo – Professora, tem
alguma memória do início da SIDA, nos anos 80?
Professora – Sim, sim. Recordo-me
que, na altura, era uma doença totalmente desconhecida, quem ficasse
contaminado, acabava por morrer. Na época, a doença era assustadora porque a
medicina não respondida a este problema, não havia medicamentos.
Diogo – Lembra-se da
morte de músico António Variações [1944-1984]?
Professora – Lembro-me de
ver a notícia na televisão. O António Variações foi primeiro rosto português
conhecido que faleceu devido à SIDA.
Diogo – Na sua opinião,
considera que a doença ainda é muito estigmatizante?
Professora
– Infelizmente,
ainda é, apesar de, atualmente, dispormos de conhecimentos profundos sobre o
vírus, sobre a doença e sobre as formas do seu contágio.
Rita – Estamos a
chegar ao fim da nossa entrevista… muito obrigada pela sua disponibilidade.
Diogo – Gostámos muito
de a entrevistar!
Professora
– O gosto foi meu! Estou ao vosso dispor
para futuras conversas.
Rita – É bom saber! Poderemos
voltar a necessitar dos préstimos da professora…
Diogo – Obrigado!
Com esta pequena entrevista, enriquecemos os nossos conhecimentos e demos o nosso singelo contributo na luta contra a SIDA.
Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA).
A propósito do “Dia Mundial da Luta
contra a SIDA”, destacamos uma figura incontornável neste assunto: a Professora
Doutora Odette Santos.
Nota biográfica
Maria Odette Santos Ferreira nasceu em Lisboa,
a 4 de junho de 1929, e faleceu a 7 de outubro de 2018.
Licenciou-se em
Farmácia, em 1970, posteriormente doutorou-se na Universidade de Paris Sud,
e dedicou a sua vida ao estudo, à investigação e à docência, nomeadamente ao
serviço da Universidade de Lisboa, onde foi professora catedrática de
Microbiologia. Foi uma figura importante no Serviço Nacional de Saúde.
Nos anos 70
colaborou com o Instituto Pasteur, em Paris, desenvolvendo paralelamente
estudos epidemiológicos de infeções hospitalares, em Hospitais de Lisboa.
Na década de 80
conseguiu, entre outras proezas, o feito de realizar o isolamento do 2.º vírus
da SIDA, num doente internado no Hospital Egas Moniz. Esta descoberta, feita em
colaboração com a equipa do Professor José Luís Champalimaud (do Hospital Egas
Moniz), revolucionou o mundo do diagnóstico serológico.
A Professora Doutora
Odette Ferreira foi coordenadora do “Programa Nacional da Luta contra a SIDA”,
entre 1992 e 2000, desenvolveu inúmeros projetos de elevado interesse,
representou Portugal ao mais alto nível nas instâncias de saúde internacionais
e foi distinguida com merecidos prémios.
(Adaptado) https://www.ordemfarmaceuticos.pt/pt/noticias/odette-ferreira-1925-2018/
O
primeiro contacto com HIV
No Instituto Pasteur, aprendeu técnicas
de identificação do vírus da SIDA e avançou imediatamente com estudos
seroepidemiológicos, na Faculdade de Farmácia de Lisboa.
No início dos anos 80, pouco se sabia sobre a
doença, quer em Portugal quer no resto do mundo.
“Lembro-me que havia quem mudasse de passeio
só para não se cruzar comigo. Na faculdade, o Diretor não queria que eu
trabalhasse, com medo que eu infetasse alguém. As pessoas achavam que se
transmitia com um aperto de mão.”
In “Uma Luta, uma Vida – nem precisava de
tanto” de Sara Nobre [Biografia de Odette Ferreira]
A investigadora insistiu nas análises, ainda
que as primeiras dessem sempre negativo.
“Já andava desanimada quando, três semanas
depois, a técnica diz ‘Maria Odette, tens um vírus’. Estávamos perante um vírus
novo [mais tarde identificado como VIH 2]. Morfologicamente era igual, só que o
peso das proteínas era diferente. Foi uma bomba. Os kits dos
laboratórios não o detetavam, tiveram de fazer novos.”
In “Uma Luta, uma Vida – nem precisava de
tanto” de Sara Nobre
A partir daí, as investigações não pararam e a
investigadora ocupou um lugar cimeiro em busca de respostas.
Factos / Curiosidades
DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO
16 de outubro de 2021
O “Dia Mundial da Alimentação” constitui uma
importante chamada de atenção global para a erradicação da pobreza e para a
promoção de um mundo em que os alimentos nutritivos se encontrem disponíveis e
acessíveis a todos, independentemente do lugar em que estejam. Não é aceitável que a
fome aumente, num momento em que o desperdício de alimentos ultrapassa mil
milhões de toneladas por ano.
Já é tempo de alterarmos a forma como produzimos e consumimos os alimentos.
Já é tempo de reduzirmos as emissões de efeito estufa.
A transformação dos sistemas alimentares é fulcral para o cumprimento de
todos os objetivos de desenvolvimento sustentável.
Adaptado de https://unric.org/pt/
Comemoração do
“Dia da Alimentação”
no
Agrupamento de Escolas Grão Vasco, Viseu
Com o objetivo de sensibilizar toda a comunidade escolar para esta
temática, no Agrupamento de Escolas Grão Vasco, o “Dia Mundial da Alimentação”
será assinalado a 15 de outubro (sexta-feira).
Serão dinamizadas diversas atividades (projeção de pequenos vídeos,
debates, cálculo do Índice de Massa Corporal, entre outras) articuladas entre o
Projeto de Educação para a Saúde (PES) e os grupos disciplinares de Ciências
Naturais do 2.º Ciclo e de Educação Física dos 2.º e 3.º Ciclos.
A equipa do PES